Vendas no Cartão de Crédito Vale a Pena Para Uma PME (Pequena e Média Empresa)?

A decisão sobre oferecer ou não ao cliente a possibilidade de pagar no cartão pode ser muito mais complicada do que parece. Confira!

A maneira como cobra o seu cliente pode revelar muito sobre o seu faturamento.

Mas para uma pequena empresa, será que vale a pena realizar vendas no cartão? Vamos abordar tudo sobre esse meio de recebimento para que você possa tomar a sua decisão.

Prós e contras das vendas no cartão

A decisão sobre oferecer ou não ao cliente a possibilidade de pagar no cartão pode ser muito mais complicada do que parece.

Há muitos fatores a considerar nessa equação. Isso significa que, ainda que essa seja a escolha de outros empreendedores, pode o meio de recebimento não ser adequado ao seu perfil de negócio, embora esse indicativo deva ser considerado.

Então, como saber por qual caminho seguir? O primeiro passo é analisar as razões para apostar ou não nessa estratégia.

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Vendas no Cartão

Vantagens da venda no cartão

São algumas das vantagens esperadas pela oferta de vendas no cartão aos clientes:

  • Maior satisfação dos clientes
  • Crescimento nas vendas
  • Aumento do faturamento
  • Mais facilidade e economia no controle de recebimentos
  • Reduz a necessidade de oferecer crediário próprio
  • Transferência do risco de inadimplência às operadoras
  • Ganho em segurança na comparação com dinheiro e cheque
  • Possibilidade de oferecer serviços adicionais na maquininha.

Desvantagens da venda no cartão

Preste atenção agora em algumas das razões que podem desestimular essa estratégia:

  • Conforme o equipamento, além das taxas pagas em cada transação, há outros custos mensais
  • Há taxas para venda no crédito à vista e outras maiores para o crédito parcelado
  • Tarifas são obrigatoriamente assumidas pelo empreendedor, que não pode repassar ao cliente, diferenciando preços
  • Tende a aumentar a necessidade de capital de giro devido ao maior prazo para receber
  • Para receber os valores antecipadamente, o custo costuma ser alto
  • Exige atenção redobrada ao efetivar a transação para evitar fraudes

Coloque prós e contras na balança

O que lhe parece em uma primeira impressão após analisar as vantagens e desvantagens de vender no cartão?

Parece claro que é bom para o seu cliente, por consequência, também para a sua empresa, embora se torne mais uma despesa fixa de custo variável todos os meses.

O que você precisa descobrir é se os pontos positivos da estratégia compensam os negativos.

Por exemplo, se o custo mais alto é um problema, será que o cartão não “se paga” pelo aumento gerado nas vendas e no faturamento? Essa é uma análise particular de cada empresa, pois a realidade de uma nem sempre reflete a de outra.

Quanto custa vender no cartão

A primeira informação você já tem, vender no cartão gera um custo e muito provavelmente ele é maior do que qualquer outra forma de recebimento.

Afinal, você precisa desembolsar com a aquisição ou aluguel da máquina, talvez mensalidade, tarifas de instalação, manutenção e taxas por transação.

Mas será que os custos são impeditivos para uma pequena empresa? É provável que não, ou a pesquisa do Sebrae indicaria um número ainda menor de negócios aderindo à estratégia.

Para entender quanto custa vender no cartão, vamos separar as despesas em dois grandes grupos: a escolha da máquina e as taxas aplicadas.

Custo da máquina de cartão

O mercado oferece basicamente três modelos de máquinas de cartão:

  • Máquina convencional: ligada à rede elétrica e telefônica, recebe cartões com chip e tarja magnética, podendo estar sobre o balcão ou ser oferecida na versão móvel. Aceita um maior número de bandeiras e pode agregar serviços, como recarga de celular.
  • Leitor conectado ao celular: para funcionar, depende da conexão com um smartphone, geralmente através da tecnologia bluetooth, e é operado via aplicativo. É um aparelho pequeno e flexível, cabe até no bolso, mas pode apresentar problemas de compatibilidade.
  • Máquina wi-fi (sem fio): esse tipo de aparelho se conecta à internet pelo wi-fi e também possui um chip próprio com pacote de dados, dispensando o uso do celular para efetivar a transação. Também se destaca pela mobilidade, a exemplo do leitor.

Para ter uma máquina de cartão no seu estabelecimento, você pode alugar o aparelho ou adquiri-lo de forma permanente.

No caso da máquina convencional, não há possibilidade de aquisição. Ela também é o único modelo que gera custos com taxas de adesão e mensalidade, ambas superiores a R$ 100.

O leitor de cartão, por sua vez, costuma ser oferecido na modalidade de aquisição. Sendo encontrado por valores a partir de R$ 200 e chegando a cerca de R$ 400.

Após comprar o aparelho, não há taxa mensal, a não ser aquelas relativas às transações realizadas.

Algumas operadoras oferecem o leitor no formato de aluguel e, nesse caso, o custo se equivale a uma mensalidade.

Embora não chegue à metade do valor que é cobrado no caso de uma máquina tradicional.

Já a maquininha do tipo wi-fi não possui aluguel, mas para adquiri-la é preciso desembolsar cerca de R$ 500, pelo menos. Sendo que alguns modelos custam mais de R$ 800, como aqueles que, além do envio do comprovante da transação via SMS, também o disponibilizam em papel.

Custos com taxas por transação

Independentemente da máquina escolhida, não há como escapar das taxas cobradas por cada transação. Seja no débito, no crédito à vista ou no crédito parcelado (no curto ou longo prazo). Por isso, é fundamental que busque essa informação antes de bater o martelo.

A máquina convencional é a que costuma ter as menores taxas, podendo ser encontrada por 2% para transações no débito e 2,5% no crédito.

Já na venda a prazo, costuma haver uma tarifa pela abertura do parcelamento e outra sobre cada parcela, maior do que no crédito à vista, ficando na média em torno de 4%.

Já o leitor e a maquininha wi-fi possuem taxas semelhantes, por volta de 3% no débito e 4% no crédito.

Quando a transação se dá por venda parcelada, é possível encontrar taxas menores, até mesmo abaixo de 3%.

Mas fique atento: há empresas que praticam taxas muito diferentes dessas que acabamos de citar.

No caso do crédito parcelado no longo prazo, por exemplo, você pode se deparar com custos superiores a 12% por parcela.

Afinal, vale a pena ou não vender no cartão?

Agora, você tem as principais informações, mas quem irá responder se as vendas no cartão são ou não um bom negócio será o seu cliente.

Conhecer aquele que compra de você é fundamental para tantas estratégias na empresa, e com relação à maquininha não é diferente.

Então, seja através de uma pesquisa de satisfaçãoquestionário ou mesmo abordando diretamente o seu cliente, descubra junto a ele qual a necessidade de contar com o equipamento. Será que ele gostaria de pagar no cartão?

Vendas no Cartão

É possível que já tenha essa resposta, especialmente se muitos o abordam perguntando se o seu estabelecimento aceita cartão. Se for o caso, é provável que esteja perdendo boas vendas.

Outro aspecto importante para a sua decisão está no tipo de atividade que exerce. Dependendo do seu negócio, a cobrança por boletos pode funcionar melhor.

Mas se você tem um restaurante ou atua como varejista, fica muito difícil vencer a concorrência sem uma máquina de cartão. Nesses casos, o faturamento pode praticamente depender da disponibilidade do meio de pagamento.

Como ter esse meio de recebimento

Vamos resumir agora as principais etapas para contar com uma máquina de cartão de crédito e débito no seu estabelecimento:

  1. Avalie a necessidade da máquina
  2. Pesquise qual modelo entre os disponíveis atende melhor sua necessidade
  3. Após escolher o tipo de máquina, veja qual operadora tem as melhores taxas
  4. Faça as contas e veja se o faturamento compensa os gastos com o aparelho
  5. Confira se os prazos oferecidos são compatíveis com sua demanda
  6. Confirme quais são as bandeiras aceitas e se elas atendem ao que seu cliente precisa
  7. Verifique ainda se o equipamento é de fácil manuseio no dia a dia
  8. Contate a empresa escolhida e se informe das exigências para adquirir ou alugar a máquina.

Se você decidir por apostar nessa forma de recebimento, siga avaliando como ela se comporta na prática.

Um gestor cauteloso nunca se descuida do controle financeiro, incluindo as contas a pagar e a receber. Essa é uma etapa imprescindível para quem persegue o sucesso e a longevidade.

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